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sábado, 27 de dezembro de 2014

Bolo Rainha…

Tem nome nobre, mas pertence ao povo. Hoje em dia pode-se encontrar à mesa de qualquer um, em qualquer dia do ano, mas é na quadra natalícia que assume festivamente o seu real papel de primazia na história da doçaria tradicional. Quer o Bolo Rainha, quer o Bolo Rei são realmente soberanos e arrisco a dizer que estes estão na mesa de Natal de todos!
Mais do que uma simples iguaria típica, estes soberbos “anéis de frutos” secos e cristalizados são a coroa de glória de muitos pasteleiros e vem imbuído de simbologia – A côdea representando o ouro, os frutos evocando a mirra e o aroma lembrando o incenso. Com efeito, a lenda relaciona-os com os Reis Magos e os presentes oferecidos ao Menino.
História e lenda misturam-se, assim, na massa levedada desta iguaria ancestral que adquiriu nome definitivo em França, no séc. XVII, para assinalar o Ano Novo e o Dia de Reis, na corte de Luís XIV. Sobrevivendo à chama da Revolução, o “Gateau des Rois” do Rei Sol, que o povo converteu em “Gateau des Sans Cullotes”, só foi introduzido em Portugal em meados do séc. XIX, mantendo-se até hoje indestronável.
Desde as primeiras receitas trazidas diretamente de Paris para Lisboa, o bolo-rei português desdobrou-se e recriou-se ao longo de mais de meio século. Atravessou a revolução republicana, rebatizado como “Bolo Presidente” e “Bolo Arriaga” e conseguiu reassumir-se na fórmula importada da capital francesa, mas cuja verdadeira origem remete, segundo os especialistas, à zona sul do Loire, mais precisamente a Bordéus, tendo como base “uma massa de brioche rica em manteiga e ovos”.
Desde que tenho a minha Bimby, deixei de comprar o Bolo Rainha e passei a fazê-lo. Este foi o segundo ano em que esta iguaria foi feita por mim, a meu gosto e à minha maneira, na companhia da minha Rainha, a minha Mãe…o que o tornou ainda mais especial Coração vermelho
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Ingredientes:
500g Farinha T55 sem fermento
80g de açúcar
100g de água
Casca de 1 limão ou laranja
100g de leite
2 ovos
300g de frutos secos ( usei apenas nozes, avelãs e passas) ou Fruta cristalizada
30g de Vinho do Porto (usei Moscatel)
1 pitada de sal
40g de Fermento de padeiro fresco
60g de Manteiga ( temperatura ambiente)
Para decorar:
Doce de gila
Nozes
Avelãs
Açúcar em pó
Geleia
Preparação:
1. Pulverizar a casca do limão na Vel.9/10Seg. Reservar.
2. Colocar no copo o leite, o fermento e uma pitada de sal. 2Min./Vel.2/37º.
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3. Adicionar 200g de farinha e programar 2Min./Vel.Espiga.
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4. Deixar descansar a massa dentro do copo durante 45Min.
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5. Adicionar o vinho, 1 ovo, a casca de limão pulverizada reservada, o açúcar, a manteiga, as restantes 300g de farinha e a água. Programar 5Min./Vel.Espiga
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6.  Após os 5Min., verificar se a massa descola das paredes do copo, se isso não se verificar, adicionar mais um pouco de farinha e programar 30Seg./Vel. Espiga. Não necessitei deste passo, mas dependendo da temperatura a que a manteiga esteja, poderá ser necessário.
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7.  Adicionar os frutos secos e programar 2Min./Vel.Espiga
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8. Deixar a massa dentro do copo polvilhada com farinha para levedar até que o copo medida levante. Será mais ou menos 45Min.
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9. Com a espátula baixar a massa e programar 1Min./Vel. Espiga. Retirar a massa para uma superfície polvilhada com farinha e deixar descansar mais 1 hora, polvilhar novamente com farinha e tapar com um pano. Vai crescer o dobro. Sorriso
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10. Forrar o tabuleiro com uma folha de papel vegetal e colocar a massa em cima deste. Abrir um buraco a meio e dar-lhe a forma de um anel. Pincelar com um ovo batido. Ao centro colocar uma tigela untada no seu exterior com azeite e deitar água no seu interior, claro. Decorar a gosto.
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11. Levar ao forno pré-aquecido a 180º/45Min.
12. Retirar do forno, pincelar de imediato com a geleia ou mel para ficar com um aspecto brilhante. Depois de frio, polvilhar com açúcar em pó.
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13. Acompanhado com um cálice de Vinho do Porto ou um Licor, partir uma fatia e aproveitar a noite em Família Coração vermelho
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Que o espírito natalício esteja presente em vós durante todo o ano…

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