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sábado, 13 de dezembro de 2014

Pitos de Santa Luzia…

Decidi fazer este doce conventual e cumprir uma tradição que em tempos de estudante na UTAD, nunca realizei. Nem sei bem porquê! Simplesmente não se proporcionou Pensativo
O pito de Santa Luzia é um pastel “grosseiro, de massa de cor amarela esbranquiçada e o seu formato faz lembrar uma trouxa, com recheio de abóbora e canela.”
Hoje, 13 de Dezembro, em Vila Real, de Trás-os-Montes, celebra-se o Dia de Santa Luzia, protetora dos olhos.
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Ingredientes:
130g farinha T65
80g manteiga
30g água
Doce de abóbora com canela para rechear
Açúcar em pó para polvilhar
Preparação:
1. Colocar no copo a farinha, a manteiga e a água e programar 1Min./Vel. Espiga

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2. Envolver a massa em película aderente e levar ao congelador durante cerca de 15Min.
3. Numa superfície polvilhada com farinha, estender a massa finamente e com uma carretilha (se não tiverem...cortar com uma faca) cortar quadrados com cerca de 12x12cm.
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4. Rechear cada quadrado (esta receita deu apenas para 12), com 1c. de chá de doce de abóbora.
Unir as quatro pontas ao centro, de forma a obter uma trouxa.
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5. Colocar as trouxas num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Levar ao forno a 180º/15Min.

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6. Retirar e polvilhar com açúcar em pó.
E depois...é só oferecer... o Pito e cumprir a tradição! :D

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Curiosidade:
“No dia de Santa Luzia, em Vila Real, Trás-os-Montes, manda a tradição que as raparigas da cidade ofereçam o pito aos rapazes seus eleitos, para que no dia 3 de Fevereiro, dedicado na liturgia a São Brás, os rapazes retribuam a oferta com a gancha. Para que não haja confusões, convém referir, que o pito é um bolo com recheio de doce de abóbora e canela, a gancha um rebuçado em forma de báculo bispal.
Os pitos de Santa Luzia foram inventados por Ermelinda Correia, que veio a ser mais tarde a Irmã Imaculada de Jesus, natural de Vila Nova em Folhadela. Esta rapariga tinha um defeito: era muito gulosa, o que obrigou obrigou seus pais a enclausurarem-na no convento de Santa Clara de Vila Real, na esperança de transformar a sua pecaminosa gulodice em virtude.
A Irmã Imaculada tornou-se devota de Santa Luzia, padroeira dos cegos e das coisas da vista. Um certo dia estava a irmã a aplicar os curativos nos seus doentes (feridas, contusões e inchaços nos olhos), com uns pachos de linhaça, que não eram mais que uns quadrados de pano cru onde se colocava a papa, dobrando as pontas para o centro para não verter a poção (usados como pensos para os ferimentos)… quando de repente teve uma visão!
Correu para a cozinha e fez a massa de farinha e água e cortou-a em pequenos quadrados. Tinha consigo o cibo do açúcar que lhe cabia na ração e fez uma compota de abóbora com canela. À imagem dos pachos dobrou a massa por cima da compota e levou ao forno a cozer. A seguir despachou-se a esconde-los, pois estava proibida de ser gulosa. A caminho cruzou-se com a madre superiora que era cega. A madre perguntou desconfiada, o que leva no tabuleiro. Cheirando o perfume adocicado, a Irmã Imaculada apressa-se a responder que são pachos de linhaça para os doentes do dia seguinte.
À noite na cela, a irmã Imaculada sossegou a alma e nem sequer se sentia culpada, pois sempre ouviu dizer que "do que não se vê, não se peca".
O dia 13 de Dezembro consagra à Irmã Imaculada de Jesus a criação destes doces regionais, e ainda hoje é celebrada esta tradição, na capela de Vila Nova.”
Santa_LUZIA-e-oração

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